terça-feira, 29 de novembro de 2016

Mulher comendo caquinha.

Avião da Chapecoense sofre acidente em viagem para a Colômbia

O avião que transportava a delegação da Chapecoense, para Medellín, local do primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana, sofreu um acidente em Cerro Gordo, nas cercanias da cidade de La Unión, na madrugada desta terça-feira. Segundo autoridades, há seis sobreviventes entre as 81 pessoas presentes no voo, incluindo 72 passageiros e nove tripulantes. Não há confirmações sobre quem são as vítimas.
O primeiro sobrevivente a ser atendido no hospital foi o lateral esquerdo Alan Ruschel, que chegou consciente ao local e conversando com os funcionários do local. Posteriormente, hospitais da região informaram que os goleiros Danilo e Follmann também estão sendo atendidos. O zagueiro Neto também foi encontrado com vida nos escombros. O jornalista Rafael Henzel e a comissária de bordo Ximena Suarez sao os outros sobreviventes.

A imprensa local informa que a aeronave perdeu contato com a torre de controle por volta das 22h15 local (1h15 de Brasília) e caiu ao se aproximar do Aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, perto de Medellín. As ambulâncias com os primeiros feridos chegaram ao Hospital San Juan de Dios de La Ceja por volta das 5h (de Brasília).

O trabalho de resgate foi suspenso por volta das 6h (de Brasília), primeiramente por causa das condições meteorológicas adversas. A região do acidente é isolada, o terreno montanhoso e as péssimas condições do tempo dificultam o trabalho de resgate. Mais tarde, autoridades locais informaram que o resgate foi interrompido de forma definitiva porque não há mais sobreviventes. 

O avião de matrícula CP2933 * transportava 81 pessoas; entre tripulação, jogadores, comissão técnica, diretoria e jornalistas. A delegação brasileira viajava rumo a Medellín, cidade na qual a Chapecoense iniciaria nesta quarta-feira a briga pelo primeiro título continental diante do Atlético Nacional.


domingo, 27 de novembro de 2016

No Paraná, criança tropeça em cobra de quase cinco metros à margem de lago

Uma criança se deparou com uma sucuri com quase cinco metros de comprimentoàs margens do Lago de Itaipu (extremo Oeste do Paraná) na madrugada deste domingo (27). 
De acordo com a Polícia Ambiental, o garotinho pescava com a família no balneário conhecido como praia nova, no município de Santa Helena, quando tropeçou na cobra. Jovens que estavam com o menino apuraram se tratar de uma cobra após iluminarem o local onde a criança estava.
A sucuri, que conforme policiais ambientais é nativa, foi capturada próximo à subestação da Sanepar e solta no refúgio biológico de Santa Helena. 
Quando começaram a chegar alguns curiosos, o réptil com peso aproximado de 60 kg,tentou subir em uma árvore ao lado do muro das instalações da Sanepar, mas o vegetal quebrou por conta do peso da cobra. Um rapaz filmou a árvore quebrando com o peso da sucuri.
Quando começaram a chegar alguns curiosos, o réptil tentou subir em uma árvore ao lado do muro das instalações da Sanepar, mas a árvore quebrou por conta do peso da cobra. 
A Polícia Ambiental foi acionada junto com a Defesa Civil para retirar a sucuri do lugar por precaução, pois muitas pessoas circulam naquele local.

Agentes ambientais acrescentaram que, apesar de não serem raras, sucuris deste tamanho não são muito comuns na região. 

Vida em Marte pode estar 'escondida' em bacia no sul do planeta

Se quisermos encontrar evidência de vida em Marte, nossa melhor alternativa é estudar a Planície de Argyre, uma enorme bacia de impacto no sul do Planeta Vermelho.
Esta informação é a conclusão do estudo de uma equipe de astrobiólogos da Universidade de Cornell. O grupo desenvolveu uma pesquisa com o objetivo de determinar o melhor lugar para encontrar vida ou vestígios de organismos vivos em Marte. Em outras palavras, se há ou houve vida no planeta, ela está (ou já esteve) na Planície de Argyre.
“Argyre dispõe de uma série de paisagens interessantíssimas, do ponto de vista astrobiológico. A região tem depósitos hidrotérmicos, pingos [montes cônicos que têm seu núcleo formado por gelo] e antigos depósitos glaciais”, detalhou o cientista que liderou o estudo, Alberto Fairén, em entrevista ao site Space.com.
Argyre também é um lugar interessante para se explorar porque não é tão extensa; tem cerca de 1.770 quilômetros. “Essa região tem uma configuração interessante e pode ser explorada em uma só missão. Argyre é uma aposta forte”, disse Fairén.
Por quê?
Mas o que faz a Planície de Argyre tão especial? É preciso estudar um pouco sobre a história de Marte para entender.
Há cerca de quatro bilhões de anos, o planeta tinha um campo magnético forte, como o da Terra, que o protegia da radiação emitida pelo Sol. Além disso, acredita-se que água corria livremente por Marte. Estas duas condições já são um passo gigantesco para que um planeta seja habitável.
Gradualmente, a atmosfera de Marte foi sendo afetada por fortes e agressivos ventos solares, não suportados pelo campo magnético que protegia o planeta. O resultado do processo que durou bilhões de anos é um deserto gelado e inabitável.

A equipe que estudou a bacia da Planície de Argyre descobriu a região é resultado do impacto de um meteoro ou de outro corpo celeste, que, provavelmente, engatilhou atividade hidrotérmica e pode ter fomentado a vida.
Mesmo que as missões enviadas à bacia não encontrem vida, os cientistas apostam que fósseis de organismos vivos podem ser achados por lá.
E a Curiosity?
Mais uma pergunta que precisa ser respondida: por que não aproveitar a presença do rover Curiosity, enviado a Marte em 2011, para explorar a região?
A equipe responsável pelo estudo afirma que o veículo, por mais esterilizado que esteja quando chegar à bacia, poderá ‘contaminar’ a região com microrganismos terráqueos, gerando relatórios que identifiquem falsos positivos.
Fairén e sua equipe sugerem que, a princípio, sondas orbitem a região. Somente depois de confirmada a hipótese de vida atualmente ou no passado, rovers com pequenos laboratórios científicos seriam enviados para investigar e capturar os sinais de vida. Os veículos desenvolvidos para a missão deveriam considerar que nenhum microrganismo da Terra poderia chegar intacto à região, preocupação que não foi prioridade na produção da Curiosity.



domingo, 13 de novembro de 2016

fofão - o boneco satânico

O Fofão é um personagem muito famoso aqui no Brasil que fez sucesso nos anos 80. Originalmente este personagem ganhou fama através do programa Balão Mágico, programa este televisionado pela Rede Globo e esteve no ar de 1983 à 1986. Mas devido ao sucesso do personagem, acabou ganhando um programa de TV somente dele, na Rede Bandeirantes e ficou no ar de 1986 até o ano de 1989.

O Fofão, personagem do programa Balão Mágico era um sucesso só, tanto que ganhou uma linha de biscoitos (o clássico Lanche do Fofão - que era um wafer tamanho gigante, que as mães adoravam botar em nossas lancheiras), bombons (o Bombom do Fofão era a coisa mais murcha de que se tem notícia) e bonecos. Porém, o boneco, desde o seu lançamento, é acompanhado de uma lenda macabra. Reza a lenda, que todos os bonecos tinham, entre o pescoço e a cabeça do boneco, uma espécie de punhal. E pra completar, a população insuflava a lenda, dizendo que tinham mesmo encontrado o tal punhal - eu sempre achei o boneco do Fofão parecido com o Chuck, e por causa dessa semelhança sempre achei o Fofão da minha irmã assustador. Mas a tal "lenda macabra" é, muito mais escrota que a assombrosa semelhança com o Chuck. - See more at: http://noisatoa.com/daora/a_lenda_do_fofao#sthash.DcgP32P7.dpuf
O Sucesso do alegre Fofão foi tanto com o público infantil que não demorou para serem lançados produtos atrelados ao nome do Fofão, entre eles estão os biscoitos wafers (pareciam feitos de borracha, mas eu adorava), lancheiras, bombons (a coisa mais murcha e estranha que já lançaram aqui no Brasil) e os bonecos. E é justamente com os bonecos que a história do carismático Fofão começou a ficar sinistra.

Após o lançamento dos primeiros bonecos do Fofão, as pessoas que haviam comprado constataram que dentro do brinquedo, na parte onde ficava o peito do boneco, havia um objeto pontiagudo. Quando os bonecos foram abertos as pessoas puderam constatar que havia um objeto parecido com um punhal abaixo do pescoço, e em alguns casos foi achado também um saquinho com um pó vermelho amarrado ao suposto punhal.

Reza a lenda que o ator (Orival Pessini) que atuava como o Fofão teria feito um pacto com o diabo para que ele conseguisse fama e dinheiro, em troca, ele "levaria" o satanás para dentro de todas as casas dos que comprassem os bonecos. Outra teoria diz que os fabricantes é que seriam os seres do capeta e que tinham o mesmo intuito, de levar o mal para dentro das casas das pessoas. Ainda segundo a lenda o boneco deveria ser destruído imediatamente, de preferência com o fogo.

Alguns também dizem que o programa do Fofão continha mensagens subliminares para induzir as crianças a cometerem crimes.Outros dizem que os boatos foram espalhados por uma emissora rival, com o intuito de acabar com a imagem do bochechudo.



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Escola é fechada após aparição sobrenatural na Malásia

Bangcoc, 2 mai (EFE).- Várias escolas da cidade de Kota Bharu, capital de Kelantan, no norte Malásia, registraram nas últimas semanas fatos estranhos, um fenômeno que a imprensa local atribuiu a "fatos sobrenaturais", mas que para os especialistas é produto de algo muito real: a histeria coletiva.

Na semana passada, mais de cem pessoas, entre alunos e professores, sofreram desmaios, vômitos e ataques de ansiedade após a aparição de uma "silhueta preta sobrenatural" no colégio SMK Pengkalan Chepa 2.

"Não me surpreende que os surtos tenham acontecido em escolas islâmicas da zona rural da Malásia. É região religiosamente mais conservadora, com uma arraigada crença nos espíritos, e cujas doutrinas a respeito são mais rígidas", disse à Agência Efe o sociólogo americano Robert Bartholomew.

A escola foi fechada por três dias para que clérigos islâmicos recitassem versos do Corão dentro do colégio e os 'bomohs' (xamãs) afugentassem os 'pontianak', nome como os fantasmas são conhecidos da mitologia local.

Uma das alunas garantiu que ficou com as mãos dormentes e que a cabeça dava voltas. Outra disse ter sentido uma "pesada presença" em cima do seu corpo, em entrevista à rede "BBC".

"A imprensa e as redes sociais se encarregaram do restante e contribuíram para o efeito dominó", explicou o pesquisador, esclarecendo que os sintomas de histeria aparecem em pessoas "absolutamente saudáveis", mas com níveis "severos" de estresse mental.

A Universidade Pahang da Malásia começou a vender em maio do ano passado um kit anti-histeria que contém sal, spray de pimenta, limão e pinças de madeira, entre outros artigos, para "espantar os espíritos malignos".

"Os muçulmanos acreditam que estes ingredientes de uso diário protegem dos demônios e dos que fazem rituais supersticiosos, embora o kit também contenha compostos químicos menos comuns, como cloreto de sódio e ácido fórmico", argumentou o criador da invenção, o professor Mahyuddin Ismail.

Segundo Ismail, durante mais de 20 anos este tratamento foi utilizado por hospitais "prestigiados", como o Manarah Islamic Treatment Centre, que declararam sua "alta efetividade".

"Quando lançamos o protótipo no ano passado, muitos questionaram, mas depois do aumento no número de casos nas últimas semanas outros muitos estão me pedindo ajuda", afirmou ele, apesar de reconhecer que alguns médicos e psiquiatras não aceitam como válido o componente sobrenatural.

O sociólogo americano ironiza e duvida da efetividade do kit.

"Para mim, faria mais sentido se isso fosse acompanhamento da minha comida chinesa. Estamos no século XXI. Penso o mesmo a respeito dos 'bomohs'. Fechar um colégio e pedir para que um curandeiro vá até lá para solucionar a questão não faz mais do que legitimar que há algo sobrenatural nos surtos, quando não há", defendeu Bartholomew.

As instituições de ensino da Malásia são as que mais encomendaram o kit feito por Ismail, que custa 499 ringgits malaios (mesmo valor em reais) e teve o respaldo do Ministério da Educação, que apoiou o lançamento oficial.

A definição científica da histeria coletiva, ou Doença Psicogênica em Massa, diz que se trata de uma situação na qual uma pessoa experimenta sintomas de uma doença qualquer - sem causa orgânica alguma - e estes se estendem rapidamente para aqueles que estão ao redor.

Normalmente ocorre em ambientes fechados e com pessoas que convivem muito próximas. Pode acontecer em hospitais, mosteiros, ambientes industriais, mas na maioria das vezes ocorre em colégios.

"É um transtorno cujo tratamento e cura ainda não temos muita informação", disse Ismail.

A histeria coletiva foi qualificada como tal no século 18, mas existem textos datados de mil atrás que falam de 'danzig-mania' - que fazia as pessoas dançarem de forma descontrolada durante horas -, considerada por alguns especialistas um precedente da histeria.

Outros estudiosos do tema, como o escritor John Waller, já afirmaram que os surtos são cada vez mais frequentes no mundo, "de Kuala Lumpur ao México, dos Estados Unidos à Europa". 


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

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A verdadeira historia da bruxa de Blair

Vocês provavelmente já devem ter visto, ou pelo menos ouvido falar do filme A bruxa de Blair. Mas para aqueles que não conhecem, é um longa de terror do fim dos anos 90 que contava a história de três jovens que foram para a floresta de Burkittsville, Maryland, Estados Unidos, para gravar um documentário sobre uma lenda local de uma bruxa.
No filme, a lenda que eles investigam se mostra real e a bruxa os deixa perdidos na floresta. Agora, isso gravado como um documentário deu a impressão de que a história era real e foi exatamente isso que fez o filme fazer tanto sucesso. Mas, a lenda da bruxa não é falsa, pois desde sua fundação, quando ainda era chamada de Blair, a cidade próxima a floresta teve momentos macabros, com acontecimentos inexplicáveis, mortes e crianças desaparecidas. Vem ver!
A história dessa cidade, chamada de Blair, é mais antiga do que se possa imaginar, remontando o ano de 1771 que foi a data de sua fundação, quando ela tinha não mais do que duas ruas e uma dúzia de casas. Durante 14 anos a cidade prosperou normalmente, até que no fim de 1785, uma mulher que vivia no local, Elly Kedward, foi acusada de bruxaria. Algumas crianças disseram que ela as levava para sua casa e tirava sangue dos pequenos.
No meio do inverno daquele ano a mulher bruxa foi considerada culpada e foi expulsa do vilarejo. Sendo deixada na floresta a sua própria sorte, o que certamente deve ter causado sua morte. Talvez ela tenha morrido congelada, mas dizem que ela se afogou depois de cair na água gelada enquanto andava na floresta a noite.

Um ano se passou até que as coisas começaram a ficar feias na cidade. Durante o rigoroso inverno de 1786, todas as crianças e adultos locais que haviam acusado Elly de bruxa simplesmente desapareceram sem explicação alguma. Todos que sobraram juraram jamais citar o nome da bruxa de novo.
Muitos anos se passaram e um novo século havia surgido. E foi no ano de 1809, que um misterioso livro surgiu, como o nome de O Culto da Bruxa de Blair. A única edição dele está bastante destruída e mal pode-se ler seu conteúdo, mas pequenas partes ainda legíveis nos revelam que ele conta a história de Elly, a bruxa que foi abandonada na floresta para morrer.
“A velha horrorosa arrancou a cabeça do menino do corpo e manchou toda a Igreja com o sangue quente dele. Notei que um dente de cão surgia na perna dela… e ela controlava os animais da floresta.”
“Dentro dos buracos da falada parede, encontraram diversos marionetes, feitos com gravetos e pedaços de pano, todos sem cabeça.”
“Despertando em uma noite, ele viu claramente uma mulher entre o berço e as camas ao lado, olhando sobre ele. Ela desapareceu… E ele encontrou todas as portas batendo… Logo viu a mesma mulher, na mesma aparência novamente, e disse: “Em nome de Deus, o que é que você é?” Ela caminhou para longe e no seu lugar havia sangue…”
“Ela foi acusada de bruxaria por diversas crianças na vizinhança, Kedward antes dos magistrados, negou a acusação que está sendo colocada em cima dela…”

O corpo dela jamais foi encontrado, apesar de todos o esforço. E parecia que algo não queria que fosse, pois durante 13 dias após o afogamento o riacho ficou obstruído por madeiras e gravetos, como se quisessem dificultar as buscas…
Depois da morte de Doce Eileen afogada no lago, onde onze pessoas juraram por suas vidas terem visto uma mão puxar a menina para morte, a cidade viveu uma época de calmaria. Onde a lenda da Bruxa foi quase esquecida por todos, mas apesar de 60 anos terem passado sem uma grande tragédia, parece que a maldição estava apenas adormecida, pois em 1886 ela voltou com uma força jamais antes vista nesse mundo.
Robin Weaver era um menino de oito anos, morador da cidade de Burkittsville, que um dia no passado havia sido a vila de Blair. Mas apesar do lugar ter mudado de nome, a floresta maldita ainda estava lá, esperando algum desavisado. E para o azar de Robin e sua família, ele acabou se perdendo lá em uma tarde e quando a noite chegou com toda sua escuridão o garoto não retornou, fazendo todos temerem o pior.
Assim que a notícia do desaparecimento se espalhou pelo local, uma equipe de busca foi montada para tentar resgatar o garoto. Dessa maneira cinco homens partiram em uma jornada noturna para dentro da floresta da Bruxa, sem temerem nada, pois o que poderia acontecer com eles estando todos juntos?
Mais de um dia se passou e o grupo de busca não retornou, muito menos o menino sumido. Pensando que talvez os homens estivessem perdidos, talvez por causa da noite ou quem sabe a floresta poderia ter os enganado. Por esse motivo uma segunda equipe partiu em busca da primeira e ainda acreditando que poderiam achar o pequeno garoto.
Depois de algumas horas de busca os primeiros homens foram encontrados, mas aquela altura eles eram apenas pedaços, pois todos tinham sido estripados e suas vísceras estavam espalhadas pelo chão, com os rostos deformados e as mãos amarradas. Vendo aquela cena infernal, o segundo grupo partiu de volta para cidade, tentando encontrar ajuda para remover o que havia sobrado dos corpos, mas para a surpresa de todos os mortos simplesmente haviam sumido do lugar onde foram encontrados e nas folhas restava apenas um pouco de sangue seco…

Durante muitos anos poucos ousaram entrar na floresta temendo por suas vidas e a lenda da Bruxa estava viva na mente de todos. Contudo em 1925, doze anos depois de ter ido morar na cidade de Burkittsville, Rustin Parr resolveu construir uma casa no meio da mata, em um lugar que ficava a mais de quatro horas de caminhada da cidade.
Certamente muitas pessoas pensaram que ele estava louco, mas após cinco anos de muito trabalho a casa ficou pronta. Durante algum tempo Rustin ainda ficou na cidade, pois trabalhava na loja do seu tio, mas após sua tia morrer a loja foi fechada e seu tio foi morar em outro lugar. Sem mais nada que o prendesse ali, ele foi morar de vez no meio do mato e cada vez menos era visto em Burkittsville. Dizem que chegou a um ponto onde ele aparecia na cidade apenas duas vezes ao ano.
Nesse tempo, os moradores pensavam que talvez tudo que tinha acontecido até hoje não passavam de histórias contadas por seus parentes mais velhos, pois se a Bruxa havia matado cinco homens em uma noite, como que apenas um que vagava quase todos os dias pela floresta não era atacado? Isso fez com que a crença na Bruxa fosse diminuindo, porém mal sabiam eles que parece que quanto menos se acredita nela, mais forte ela fica…
Até 1940 a vida em Burkittsville estava pacata, com Rustin Parr vivendo na floresta e a lenda sendo esquecida, mas naquele ano algo terrível estava para acontecer, algo tão cruel que ninguém jamais se esqueceria que aquele lugar era amaldiçoado, pois uma tragédia macabra ia acontecer com sete crianças…
Nessa época Rustin Parr viva em meio à floresta, totalmente isolado. Algumas vezes ele era visto vagando pelo mato com um cachimbo no canto da boca. Há quem diga que ele conversava com as árvores ou mesmo com um ser que ninguém via. Alguns diziam que Rustin era louco, outro apenas achavam que ele amava a natureza mais do que tudo.
Mas no dia 13 de novembro de 1941, a vida mansa de Burkittsville ficaria agitada e Rustin Parr deixaria de ser o maluco do mato para se tornar suspeito de terríveis crimes.

Naquele fatídico dia, Emily Hollands saiu para rua, o que sempre fazia normalmente para brincar com seus amigos. Porém nessa tarde ela foi chamada por um homem que a observava a tempo. Quando a menina chegou perto foi pega com força e sua boca tapada pela mão não pode emitir nenhum som, assim Emily foi pega sem conseguir se quer pedir socorro.
A garota foi carregada até a floresta, onde foi amordaçada, tendo suas mãos e pés amarrados. Durante horas ela foi carregada como um saco de batata nas costas do homem, até que chegaram a uma casa no meio do nada. Por um tempo Emily ficou jogada no chão choramingando, enquanto seu sequestrador estava em outra parte da casa se arrumando.
Depois de um tempo ele voltou e um ritual macabro foi iniciado, ritual que tinha como oferenda a pequena garota de apenas 7 anos. A menina teve seu corpo cortado em diversos lugares com uma faca, onde símbolos estranhos eram desenhados e seu crânio foi esmagado com força, gerando um traumatismo craniano. Durante horas ela sofreu aquela tortura, até que seu pequeno corpo perdeu as forças e morreu. Emily estava toda ensanguentada e cortada, quase irreconhecível.
Menos de um mês depois, no início de dezembro, Kyle Brody, um menino que também vivia em Burkittsville, saiu para brincar e não voltou para casa. Ele também foi levado para a maldita casa no meio do mato, mas não foi morto nem oferecido em um ritual. A tortura que ele viria a sofrer seria pior do que qualquer um dor física.

Depois de Emily, a primeira a ser morta e Kyle, outras seis crianças foram sequestradas e assassinadas em rituais macabros. E Brody teve que assistir tudo, vendo as crianças serem mortas por aquele monstro, o coitado do garoto tinha que ficar em um canto da sala onde os assassinatos ocorriam, ele ouvia tudo, inclusive ele conta que Rustin falava com uma mulher enquanto cometia os crimes, chegou até perguntar o garoto se ele também a ouvia, mas ele respondeu que não.
Será que Rustin Parr conversava com a lendária Bruxa de Blair enquanto matava as crianças? Ou mesmo fazia aqueles rituais oferecendo os pequenos para ela…?
Por sorte Kyle Brody conseguiu, em um momento de descuido, fugir da casa e chegar até a cidade. E seu testemunho foi a chave para descoberta do criminoso que estava sequestrando as crianças. Os corpos dos sete mortos foram encontrados embaixo da casa de Rustin, todos em decomposição avançada.
Depois disso o estranho homem que vivia no meio da floresta amaldiçoada foi a julgamento e recebeu a pena de morte por enforcamento. No dia 22 de novembro de 1941, Rustin Parr foi enforcado.
Todos acharam que tudo estava acabado e que desta vez a maldição da Bruxa havia terminado, porém ainda faltava algo e o único sobrevivente do massacre das crianças tinha um futuro sombrio pela frente.
No ano de 1957, Kyle Brody, o garoto que viu todos os outros serem mortos, foi internado em um hospício depois de ter sido preso varias vezes por vagabundagem. E durante anos foi sendo jogado de um manicômio para outro, sempre causando problemas com ataques de raiva e delírios.
Em 1961, depois de receber a refeição do dia Kyle pegou a colher de madeira que recebeu para comer e começou a raspa-la no chão até que ficou afiada. Com a arma pronta ela a enfiou bem fundo em seu próprio pulso, rasgando sua carne e veias, fazendo o sangue jorrar para todos os lados enquanto a vida ia deixando seu corpo…

Assim morreu, sangrando até a morte, o último amaldiçoado de Burkittsville e o “trabalho da Bruxa” estava completo, pois todos os envolvidos com aqueles ritos satânicos tiveram uma morte macabra.
Hoje em dia algumas pessoas ainda visitam a floresta de Blair, em busca da Bruxa, que  jamais se manifestou de novo, mas como se sabe ela costuma sumir de tempos em tempos, até sua historia sumir da memória, então ela volta com um golpe ainda maior, matando todos que estiverem envolvidos, sejam homens ou crianças, pois a maldição da Bruxa de Blair jamais se extingue, apenas espera a hora certa para atacar e ser lembrada.


terça-feira, 8 de novembro de 2016

Eventos extremos aumentam por causa das mudanças climáticas

As mudanças climáticas aumentaram a frequência dos fenômenos meteorológicos extremos - em particular, secas e ondas de calor - entre 2011 e 2015, afirma a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em um relatório publicado nesta terça-feira (8) no Marrocos.
"As mudanças climáticas provocadas pelas atividades humanas favoreceram inúmeros eventos meteorológicos extremos registrados entre 2011 e 2015", afirma a OMM no documento publicado durante a 22ª Conferência do Clima anual da ONU (COP22), realizada na cidade marroquina de Marrakesh.
A probabilidade de que haja temperaturas extremas se multiplicou por dez e, inclusive mais", adverte a organização.
Temperaturas recordes nos Estados Unidos em 2012 e na Austrália em 2013, verões quentes no leste asiático e Europa ocidental em 2013, ondas de calor na primavera e no outono de 2014 na Austrália, recorde anual de calor na Argentina em dezembro de 2013: todos estes são fenômenos cuja probabilidade aumentou fortemente com as mudanças climáticas, explica o estudo.
As pesquisas que examinam os vínculos entre fenômenos extremos e mudança climática são cada vez mais numerosas, e a maioria é publicada no boletim da Sociedade de Meteorologia americana.
Com 79 estudos publicados a respeito do tema entre 2011 e 2014 nessa revista, assinala a OMM, mais da metade estabeleceu um vínculo entre as mudanças climáticas e os fenômenos extremos estudados.


domingo, 6 de novembro de 2016

07 mistérios sobrenaturais jamais resolvidos

07 mistérios sobrenaturais jamais resolvidos

1) Mãos Peludas
Em 1920, diversos acidentes começaram a acontecer numa estrada sem nada de especial. O local, na travessia de Dartmoor, em Devon, começou a ter acidentes recorrentes e inexplicáveis. Até que um motorista sobreviveu, e relatou que, antes de colidir, viu um par de mão peludas tomando o volante e tirando o carro da estrada.
Esse foi apenas o primeiro de vários relatos descrevendo a mesma situação. Quando um suposto investigador paranormal foi até o local, viu as mãos, presas a nenhum corpo, passeando pelo capô de seu carro.

2) O vampiro de Croglin Grange
Croglin Grange era a casa dos Fisher, em Cumbria (Inglaterra). Uma vez, durante o verão, dois irmãos e sua irmã estavam na casa, quando viram duas luzes no cemitério, que pareciam encará-los. Eles começaram a se mover, até chegar ao gramado da propriedade. Subitamente, um rosto apareceu na janela, descrito como marrom e com olhos flamejantes.
A criatura tinha mãos ossudas e tentou entrar pela janela, raspando-a, e atacou a irmã, que gritou por ajuda. Um ano depois, enfrentaram outra visita da criatura, mas dessa vez atiraram em sua perna. Ela escapou, apenas para que na manhã seguinte, conferindo o cemitério, os irmãos encontrassem diversos caixões violados, exceto um. Ao abrí-lo, encontraram o monstro que havia atacado sua irmã, e colocaram fogo nele. O que era, jamais saberemos.

3) Funerais fantasmagóricos
Era comum, até o século XVII, que pessoas próximas da morte vissem caravanas fúnebres passando em estradas desertas, durante à noite. Mais do que a simples procissão, as visões eram acompanhadas de sons, cânticos, cheiro de embalsamamento  e choro.

4) Os gêmeos Pollock
Em 1958, Gillian e Jennifer Pollock nasceram. Os gêmeos, entretanto, não foram os primeiros do casal Pollock, que havia tido duas meninas anteriormente, também gêmeas, que faleceram num acidente de carro.
Entretanto, os dois garotos nasceram exatamente com as mesmas marcas que as falecidas meninas, e assim que começaram a falar, tinham cada dia mais as personalidades parecidas com as das duas gêmeas antigas. Quando envelheceram, eram capazes de identificar qual brinquedo havia sido de qual de suas “irmãs”, e podiam até mesmo recontar com detalhes as circunstâncias do acidente de carro no qual “morreram”. Deu até calafrio.

5) A anciã misteriosa

Essa é a Condessa Desmond, ou Katherine Fitzgerald, que no século XVII viveu além dos 140 anos. Ninguém até hoje sabe como a mulher teria conseguido prolongar por tanto tempo sua vida, e o fato fica mais estranhos ainda quando sabemos que há diversas personalidades, de diferentes épocas, que comprovam sua existência – como os escritores Francis Bacon e Sir Walter Raleigh.
Bacon escreveu o seguinte sobre ela: “as pessoas dizem que a velha condessa Desmond viveu a idades de sete dígitos, que os dentes dela caíram e renasceram mais de três vezes”. Aparentemente, sua morte se deu quando escalava uma árvore, e não por velhice.


6) O conselho dos 9
Esse Conselho seria formado por 9 seres em estado de evolução espiritual avançado, que controlariam diretamente a Terra e seus habitantes. “Tom”, o seu líder, seria o deus egípcio Atum, cercado por outras divindades do período. Acredita-se que esses 9 plantaram sua “semente” na humanidade, mais ou menos como nos mitos de Prometeus e da gênese alienígena.


7) Luz sólida

Desde as primeiras histórias sobre OVNIs, luzes com propriedades estranhas são descritas, descendo do céu para a terra de maneira vagarosa e sendo usada para transportar animais e objetos para dentro das naves. Também há relatos onde essas luzes perseguem pessoas, dobrando quarteirões e entrando em prédios, o que é impossível nos padrões da física atual.

O mistério de La Pascualita: manequim ou cadáver?

Uma famosa Manequim no México de uma loja de noivas de 75 anos... agora se perguntem, por que uma manequim está durando tanto tempo em uma loja? Por que ela não foi trocada? Bom a história você confere abaixo... realmente é algo de se assustar... La Pascualita é um manequim de noiva que "vive" na vitrine de uma loja em Chihuahua, México, durante os últimos 75 anos. Isso é bastante tempo para uma loja de vestidos de noiva manter um manequim, mas a boneca tem uma história muito estranha por trás disso. Os moradores locais dizem que ela, na verdade, não é simplesmente um manequim da loja, e sim a falecida filha do dono!
Segundo o site ViralNova, Pascuala Esparza, a falecida filha, teria sido embalsamada e colocada na vitrine após sua morte. Ela morreu de forma trágica no dia de seu casamento, picada por uma aranha, uma Viúva Negra. La Pascualita foi instalada pela primeira vez na vitrine da loja em 25 de março de 1930, vestida com um vestido de noiva primaveril. O efeito foi instantâneo. As pessoas simplesmente não podiam deixar de olhar, mesmo a distância, àquele novo manequim, com os olhos bem-definidos de vidro, cabelo verdadeiro e tom de pele corado. Logo, perceberam que o manequim se assemelhava a dona da loja no momento falecida, a Pascuala Esparza.
                                                                 
Não demorou muito para que chegassem a conclusão de que a boneca era de fato o corpo embalsamado de sua filha, que havia morrido recente e exatamente no dia de seu casamento. Esta revelação espalhou o medo entre os moradores, e logo começaram a expressar a sua desaprovação. Mas com o tempo o dono da loja fez um comunicado oficial negando os rumores. Só que já era tarde demais, ninguém estava disposto a acreditar nela, de tão real que a Manequim parecia... Os moradores locais afirmam com certeza: a manequim é um corpo embalsamado e seria a filha do dono, morta há algumas décadas. Quem chegou a conhecer a filha do proprietário da loja afirma que ela era idêntica ao manequim da vitrine.

Durante anos, a história de La Pascualita vem atraindo um monte de visitantes, incluindo personalidades da mídia, de todo o México em Chihuahua. Agora, as pessoas da América do Sul, EUA e Europa também começaram a fazer visitas à noiva cadáver. Pessoas esfregam o nariz contra a vitrine da loja, olhando para a manequim, tentando descobrir se ela é mesmo real ou não. São absorvidos pelas suas características fascinantes olhar realista para o futuro. A maioria das pessoas vão embora convencidos de que ela é mesmo real.


Claro que, a presença de um defunto especulado deve, naturalmente, ser acompanhado por acontecimentos sobrenaturais. Vários incidentes ímpares foram relatados em torno do manequim, nenhum dos quais, lógico, foi confirmada. Diz-se que um apaixonado francês chegaria a noite e magicamente traria Pascualita de volta à vida, levando-a para fora da cidade. Alguns outros acreditam que seu olhar muda e segue-os ao redor da loja, outros até fizeram um vídeo, e disse que ela SORRIU para a câmera! (Vídeo no final da postagem) À noite, dizem que ela também troca de posição na vitrine SOZINHA.

O mistério sobre a radio UVB 76.

O que é a UVB-76
Segundo a Wikipedia, A UVB-76 (também conhecida como MDZhB) é uma estação de rádio de ondas curtas, que transmite na frequência 4.625 kHz. Ela ficou conhecida entre os ouvintes de rádio como The Buzzer. Isso porque ela possui um pequeno e monótono sinal, repetindo-se a uma taxa aproximada de 25 tons por minuto, durante 24 horas por dia.
A estação tem sido observada desde 1982, e em raras ocasiões, o sinal de alarme é interrompido e uma transmissão de voz em russo ocorre .  No entanto, o que se diz é algo que deixa tudo mais absurdamente misterioso.
Ninguém sabe o que as mensagens em russo querem dizer, nem porque ela emite apitos e números há tantos anos, desde o tempo da União Soviética. Claro que com o tempo, mais e mais pessoas se viram obcecados em desvendar o mistério dessa radio russa de onda curtas. Existe muita especulação sobre a natureza e razão de existir da rádio, mas, no entanto, o verdadeiro objetivo desta estação ainda é desconhecido.
A estação UVB-76 transmite um som vibrante, que dura 0,8 segundo, pausando por 1-1,3 segundos, e repetindo-se 21-34 vezes por minuto. Um minuto antes de cada hora, o tom de repetição é substituído por um tom contínuo, que continua por um minuto até que o tom de repetição volte a tocar. Sabe-se que entre as 07:00 e 07:50 GMT, a estação transmite com baixo consumo de energia. Provavelmente  é quando a manutenção do transmissor ocorre. O som gerado pela estação, lembra um chiado igual ao de rádio acompanhado de um rápido barulho de um navio.


A ‘estrada dos extraterrestres’ que leva à misteriosa área 51 nos EUA

Para aqueles que acreditam que extraterrestres nos visitam, poucos lugares no mundo são tão atraentes como o remoto deserto de Nevada, nos Estados Unidos.
Nas últimas décadas, houve relatos de diversas testemunhas que afirmam ter visto objetos voadores não identificados (óvnis) naquela região.
Para muitos, as supostas naves espaciais são apenas aviões que decolam e aterrissam em uma enorme base militar localizada no deserto. Mas essa explicação não convence a todos.
Com o objetivo de atrair mais visitantes ao local, as autoridades decidiram, em 1996, batizar a rodovia estadual 375 – que percorre de norte a sul o condado de Lincoln – de "Estrada dos Extraterrestres".
Segundo os responsáveis pelo turismo no Estado de Nevada, em nenhum outro lugar do país há mais relatos de avistamento de naves extraterrestres do que nesta estrada de cerca de 160 quilômetros, situada nos arredores da misteriosa base militar Área 51 – duas horas e meia ao norte de Las Vegas.


Descrição: BBC
11/09/2015 06h14 - Atualizado em 11/09/2015 06h14
A ‘estrada dos extraterrestres’ que leva à misteriosa área 51 nos EUA
BBC percorre rodovia em Nevada que atrai fanáticos por óvnis e teorias da conspiração de todo o mundo; veja imagens.
Da BBC



Descrição: Uma placa com desenhos de discos voadores assinala o início da 'Estrada dos Extraterrestres' (Foto: BBC)Uma placa com desenhos de discos voadores assinala o início da 'Estrada dos Extraterrestres' (Foto: BBC)
Para aqueles que acreditam que extraterrestres nos visitam, poucos lugares no mundo são tão atraentes como o remoto deserto de Nevada, nos Estados Unidos.
Nas últimas décadas, houve relatos de diversas testemunhas que afirmam ter visto objetos voadores não identificados (óvnis) naquela região.
Para muitos, as supostas naves espaciais são apenas aviões que decolam e aterrissam em uma enorme base militar localizada no deserto. Mas essa explicação não convence a todos.
Com o objetivo de atrair mais visitantes ao local, as autoridades decidiram, em 1996, batizar a rodovia estadual 375 – que percorre de norte a sul o condado de Lincoln – de "Estrada dos Extraterrestres".
Segundo os responsáveis pelo turismo no Estado de Nevada, em nenhum outro lugar do país há mais relatos de avistamento de naves extraterrestres do que nesta estrada de cerca de 160 quilômetros, situada nos arredores da misteriosa base militar Área 51 – duas horas e meia ao norte de Las Vegas.
Descrição: Em nenhum outro lugar dos EUA há tantos relatos anuais de avistamento de óvnis do que nesta estrada no deserto de Nevada. (Foto: BBC)Em nenhum outro lugar dos EUA há tantos relatos anuais de avistamento de óvnis do que nesta estrada no deserto de Nevada. (Foto: BBC)

Descrição: A rodovia estadual 375 percorre de norte a sul o pouco povoado condado de Lincoln. (Foto: BBC)A rodovia estadual 375 percorre de norte a sul o pouco povoado condado de Lincoln. (Foto: BBC)
Paisagem marciana
A rodovia é acessível pela rota 93, que atravessa uma paisagem de aspecto marciano. Trata-se de um trajeto em que só se cruza com outros carros e é preciso ter certeza de que o tanque está cheio, já que já pouquíssimos postos de gasolina e os celulares ficam sem sinal rapidamente.
Ao chegar a Crystal Springs o traçado se bifurca e, à esquerda, uma placa verde com desenhos de discos voadores indica o início da "estrada dos extraterrestres".
A partir deste ponto, vê-se em frente uma via de duas pistas que parece levar ao infinito, salpicada de placas que alertam para a presença de gado e de "aeronaves que voam em baixa altitude", um lembrete de que nos encontramos perto da base Nellis da Força Aérea americana.

O objetivo da maioria dos viajantes que chegam à estrada é visitar a cidadezinha de Rachel – que, apesar de ter menos de 50 habitantes, é considerada por muitos como a "capital mundial dos óvnis".
Além das histórias sobre discos voadores nas redondezas, o título também se deve ao famoso bar, restaurante e motel Little A'Le'Inn (pronunciado em inglês como alien, ou alienígena), que recebe turistas de todas as partes há décadas.
Junto a um pequeno prato voador metálico pendurado em uma grua, um letreiro com um alienígena de olhos enormes dá as boas-vindas "aos terráqueos".
É uma das muitas referências aos extraterrestres que podem ser vistas dentro e fora do local, que também tem uma loja de suvenires.
Um pequeno monumento situado no exterior do restaurante lembra que este foi o lugar eleito pelo estúdio 20th Century Fox para promover, em 1996, a estreia do filme Independence Day, no qual uma civilização vinda do espaço tentava conquistar a Terra.
Descrição: Restaurante e motel recebe turistas fanáticos por óvnis e teorias da conspiração há anos. (Foto: BBC)Restaurante e motel recebe turistas fanáticos por óvnis e teorias da conspiração há anos. (Foto: BBC)
Descrição:  Uma estação mede a radiação do local, próximo a campo de testes nucleares americanos nos anos 1950  (Foto: BBC)Uma estação mede a radiação do local, próximo a campo de testes nucleares americanos nos anos 1950 (Foto: BBC)
Descrição: Uma placa no Little A'Le'Inn convida espaçonaves alienígenas a "estacionarem" nas redondezas (Foto: BBC)Uma placa no Little A'Le'Inn convida espaçonaves alienígenas a "estacionarem" nas redondezas (Foto: BBC)
Na parte traseira do local, uma série de trailers serve para receber os viajantes que decidem passar a noite em Rachel, que começou a ganhar fama em 1989, depois que um morador de Las Vegas chamado Bob Lazar afirmou em uma entrevista de TV ter trabalhado com naves espaciais alienígenas na base militar de Nellis.
Ao lado do letreiro de boas-vindas do restaurante, há uma estação de medição de radiação, uma lembrança de que estamos também há poucos quilômetros do lugar no qual, a partir dos anos 1950, o governo dos EUA realizou cerca de mil testes nucleares.
Isso não parece preocupar as dezenas de turistas dentro do local. Um deles é Amanda, uma jovem do Estado de Virgínia que passou a noite no Little A'Le'Inn junto aos amigos, antes de dirigir-se a Las Vegas.
"Um dos meus amigos me falou sobre Rachel e eu também havia visto o lugar em um documentário na televisão. Por isso, tinha muita curiosidade para visitá-lo."
Descrição:  Amanda visitou Rachel com amigos no caminho para Las Vegas  (Foto: BBC)Amanda visitou Rachel com amigos no caminho para Las Vegas (Foto: BBC)
"Adoro o deserto e as estrelas, o fato de que não se vê uma alma. E se contam histórias de extraterrestres, fica ainda mais interessante", diz a jovem, que afirma crer em vida fora da Terra, mesmo nunca tendo tido "um encontro com eles".
Harriette Simon, por sua vez, percorreu junto com as amigas os mais de três mil quilômetros de estrada entre Rachel e Mobile, no Alabama, onde vive. "Sempre ouvimos falar deste lugar e queríamos conhecê-lo. É divertido fazer coisas como esta. Só se vive uma vez", diz.
Sua amiga Gina explica que seu pai "era membro da Força Aérea dos Estados Unidos no Novo México, onde muitos óvnis foram vistos." "Cresci escutando histórias sobre extraterrestres. Eu queria vir homenagear meu pai. Ele adoraria saber que estou aqui."
Descrição:  Harriet Simon (à dir.) viajou três mil quilômetros com duas amigas do Alabama até Nevada  (Foto: BBC)Harriet Simon (à dir.) viajou três mil quilômetros com duas amigas do Alabama até Nevada (Foto: BBC)
'Uma experiência muito intensa'
A estrela indiscutível do Little A'Le'Inn é Priscilla Travis, que há cerca de três décadas comprou, junto com seu falecido marido, um pequeno bar. "Não esperávamos que ele se tornasse um lugar mundialmente famoso", diz Travis, que recebe os clientes usando um avental com a imagem de um alienígena verde. "Tudo o que faz referência aos extraterrestres foi ideia nossa. Esse lugar foi um presente para nós e cuidamos de tudo o que pudemos", afirma.
Descrição:  Priscilla Travis comprou o Little A'Le'Inn com seu marido há 27 anos  (Foto: BBC)Priscilla Travis comprou o Little A'Le'Inn com seu marido há 27 anos (Foto: BBC)
Perguntada sobre a presença de extraterrestres, ela diz que "nesta região houve encontros que não têm explicação, alguns dos quais ocorreram antes que nos mudássemos para cá".
Ela conta que, há alguns anos, estava à noite no restaurante com seu marido e, pela porta traseira, "entrou um raio de luz que iluminou todo o local". "Não acho que era um avião. Foi uma experiência muito intensa. Até hoje me dá arrepios quando conto essa história", diz, mostrando o braço.
Alguns dos objetos que Travis vende em seu restaurante fazem referência à área 51, um complexo militar situado a poucos quilômetros de Rachel, que durante décadas esteve rodeado de segredo, sem que o governo de Washington confirmasse nem desmentisse sua existência.
A misteriosa área 51
Descrição:  Aviso diante da área 51 alerta para punições por entrar na base sem autorização  (Foto: BBC)Aviso diante da área 51 alerta para punições por entrar na base sem autorização (Foto: BBC)
Somente em 2013, depois que documentos secretos foram tornados públicos, o governo confirmou que se tratava de um campo de provas e de treinamento da Força Aérea, no qual, a partir dos anos 1950, foram desenvolvidos projetos como os do famoso avião espião U-2.
A presença das aeronaves na base militar parecem ser a explicação mais plausível para os numerosos relatos sobre encontros com óvnis em Rachel e na "estrada dos extraterrestres".
Apesar disso, alguns seguem acreditando que, na realidade, trata-se de um centro de pesquisa sobre alienígenas, para onde teriam sido levados os restos de uma nave espacial que teria sido encontrada em 1947 próximo à cidade de Roswell, no Novo México.
Descrição:  O governo americano só se pronunciou sobre as atividades da base militar em 2013  (Foto: BBC)O governo americano só se pronunciou sobre as atividades da base militar em 2013 (Foto: BBC)
Priscilla Travis, por sua vez, afirma que os funcionários da área 51 "são vizinhos excelentes", que sempre ajudam quando eles precisam de algo.
No entanto, ela diz que não é uma boa ideia tentar ultrapassar o perímetro de segurança da base, já que "podem te multar, te prender ou te dar um tiro".
Cerca de 20 quilômetros à oeste de Rachel está uma das portas de entrada da base, da qual muitos turistas se aproximam para tirar fotos.
O aviso "Advertência: instalação militar. Proibida a entrada de pessoal não autorizado. Pena de até um ano de prisão e multa de US$ 5 mil" pode ser lido em um dos letreiros na entrada da instalação, oculta pelas montanhas e situada junto ao leito do antigo lago Groom.
"Tirar fotos desta área está proibido", diz outro cartaz junto a uma cerca e diversos postes com câmeras de segurança, sem que se perceba a presença de nenhum militar.
Uma equipe da BBC que entrou por apenas alguns metros da base em 2012 conhece bem o perigo de não respeitar estas advertências. Os jornalistas acabaram deitados no chão, com diversos soldados apontando armas para eles.
Descrição:  Um 'alien' dá as boas-vindas a consumidores do restaurante e hotel  (Foto: BBC)Um 'alien' dá as boas-vindas a consumidores do restaurante e hotel (Foto: BBC)
'Coisas estranhas'
Na "estrada dos extraterrestres", cerca de 20 quilômetros ao sul de Rachel, estão os restos do que um dia foi uma caixa de correio pintada de preto, que durante anos serviu de ponto de encontro para os fãs de óvnis que acreditavam que a caixa pertencia à área 51.
Seus verdadeiros proprietários, fazendeiros da região, acabaram retirando o objeto do local, depois que ele foi vandalizado diversas vezes.

Outra das paradas obrigatórias dos visitantes é o chamado Centro de Pesquisa de Alienígenas, no extremo sul da estrada 375. Apesar do nome enigmático, o centro é apenas uma loja de suvenires situada em um hangar metálico, diante do qual há uma estátua gigante de um extraterrestre.
Ginny Harris é a encarregada deste negócio, que seu pai fundou há mais de uma década e que, segundo explica, recebe a visita de turistas de todo o mundo.
"Já recebemos verdadeiros fanáticos por extraterrestres, gente que está convencida de que eles existem. Alguns inclusive vieram com a cabeça envolta em papel alumínio para evitar que controlem sua mente", disse à BBC Mundo.
Harris diz que os vizinhos na região "viram coisas estranhas", que não teriam nada a ver com aviões militares que cruzam os céus do deserto de Nevada e volta e meia permitem ouvir explosões sônicas. "Muitos desses encontros não têm explicação. Ninguém demonstrou que não se trata de extraterrestres", diz, convencida.